A partir de um aprofundamento do pensamento de Michel Foucault, em contraponto com a filosofia nietzschiana, o artigo CONTRIBUIÇÕES DO PENSAMENTO DE MICHEL FOUCAULT PARA A COMUNICAÇÃO procura contribuir para a discussão de certas perspectivas metodológicas e conceituais caras à área dos estudos em Comunicação. Privilegiam-se, nesse contraponto, as noções de “genealogia”, de “poder” e de “sujeito”.
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ResponderExcluirContribuições do pensamento de Michel Foucault para a Comunicação
ResponderExcluirAs contribuições de Michel Foucault para a comunicação abordará questões acerca do tema em questão, de forma que nos levará a entender melhor as ricas e preciosas contribuições de Foucault para o campo da comunicação, de maneira que possamos através de imersão dessa leitura enriquecer os conhecimentos e entender como ocorre esse processo.
Michel Foucault expõe três momentos no campo da comunicação: o da arqueologia dos saberes, o da genealogia das relações de poder e o do cuidado de si. Essa tripartição não corresponde a mudanças radicais, mas, antes, a deslocamentos de perspectiva em um pensamento que atravessa às inquietações de seu tempo, também elas em contínuo processo de deslocamento; esses giram em torno de três eixos: saber, poder e sujeito. A primeira lição que a obra de Foucault nos dá é a de tirarmos as conseqüências e desviarmos do modelo de identidade que funda nossa tradição de pensamento.
Foucault não cessou de mudar de foco, de alterar o ângulo a partir do qual problematizam as relações entre saber, poder e sujeito, a partir de uma percepção intensa dos problemas de seu próprio tempo, daquilo que nele, embora urgente, lhe parecia impensado, ou mal pensado, verdadeiro nó cego do pensamento. Foucault deixa claro que é necessário entender o ensaio como experiência modificadora de si no jogo da verdade e não como apropriação modificadora de outrem para fins de comunicação – é o corpo vivo da filosofia.
Aqui se ressalta a todo instante a importância de Foucault para as ricas contribuições no campo da Comunicação e a estreita relação com a filosofia de Nietzsche. Foucault ressalta de que modo Nietzsche se furta ao pensamento que busca uma origem por exemplo na religião ou da poesia - e que implica a suposição de que algo teria necessariamente de ter surgido na história, em um “salto” inaugural e “desinteressado”, sentidos ou valores que estariam, sob a forma de germe, desde sempre presentes, mesmo que “ainda não” manifestos.
Na perspectiva genealógica, nada teria de ter aparecido na história, nenhum sentido ou valor se apresenta como uma fatalidade, pois todos eles provêm de um solo, de determinadas condições de existência, de certas pulsões, em suma, de interesses e perspectivas vitais. O que implica que, se nenhum sentido ou valor tem uma “origem”, isto é, um surgimento necessário, inevitável, previamente inscrito na história do homem; se todos foram, em suma, “inventados” por forças e pulsões em configurações historicamente determinadas, todos os sentidos e valores devem ser interrogados em sua historicidade, estão sob suspeição, submetidos a um olhar arguto e “curioso”, abrindo-se a vertiginosa possibilidade – plena de implicações políticas e existenciais – de invenção de novos valores e sentidos.
A filosofia se contrapõe ao pensamento teológico das origens, revela sua radicalidade subversora e criadora, considerando todos os valores e sentidos como historicamente determinados, perpassando por interesses pulsionais, vitais, põe em xeque as, mas arraigadas crenças e ilusões, instigando a invenção de novos valores e sentidos. Enquanto Nietzsche denuncia uma vontade de verdade, essa sendo característica da tradição filosófica. Foucault retoma a violência desse gesto de suspeição tendo em mira a versão moderna dessa “vontade de verdade a todo custo”, expressa na invenção das chamadas “ciências humana”.
O gesto genealógico avalia e investiga, assim, isento de negatividade, revelando seus limites ao enfrentar certa problemática. Ressalta, sobretudo, a ineficácia do
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ResponderExcluirrendimento da hipótese, posta a nu por um outro modo de enfrentar o problema. Assim, a hipótese de Foucault – sobre as relações de poder não deixam de incluir a repressão, mas, de modo mais geral, caracterizam-se como positivas e produtoras, não é apresentada como uma verdade última, mas como outra perspectiva, capaz, à diferença da primeira, de revelar-se mais pregnante e eficaz para a compreensão das efetivas manifestações do poder nas sociedades modernas e, portanto, apta a fornecer munição mais certeira para a criação de formas de resistência. A avaliação deixa de ser a verdade, o pensamento não cai em qualquer vácuo. Desarma todo impulso dogmatizante fornecendo hipóteses mais verossímeis, tendo a seu favor seu maior rendimento em problematização do mundo e de abertura a novas possibilidades de resistência.
De acordo com Nietzsche o poder está em toda parte, não porque englobe tudo e sim porque provem de todos os lugares. Cabe acrescentar que as relações de poder são sempre interessadas, mas, como o fez Nietzsche, tais interesses, provenientes de um incessante jogo de forças, não deve ser remedido a qualquer pessoa por trás. Foucault caracteriza as relações de poder como simultaneamente “intencionais e não subjetivas”, afastando com isso da crença no sujeito que marca a tradição de pensamento e inaugura um novo método para se pensarem as relações de poder. Não se trata de restringir o poder, mas de identificar como se exercem e processam seus mecanismos nos corpos vidas das pessoas.
Sem sombra de dúvidas os estudos em comunicação sob o olhar de Foucault contribuem de forma significativa para situar as tecnologias de comunicação e informação em ambientes do qual também emergem formas históricas de subjetivação, de percepção e determinadas configurações do corpo. Na medida em que são, ao mesmo tempo, efeito e instrumento de uma alteração histórica das formas de ver, perceber e conhecer, remetendo não ao mesmo “sujeito”, mas a uma transformação do próprio corpo e da percepção. As tecnologias são assim pensadas a partir de um solo histórico e epistemológico mais amplo, exigindo de quem as estuda um intenso e rico mergulho em práticas e saberes que lhes são contemporâneos. De seu tempo.
MARIA LUCIANA DA SILVA
2º PERÍODO (COMUNICAÇÃO SOCIAL EM PUBLICIDADE E PROPAGANDA)
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ResponderExcluirContribuições do pensamento de Michel Foucault para a Comunicação
ResponderExcluirAluna: Welliana silva dos Santos
Esse texto relata as grandes contribuições de Foucault para que possamos entender melhor a ampla discursão da Comunicação. A primeira lição que a obra de Foucault nos dá é a “coerência”: aquela de um pensamento aberto à historicidade, sendo assim a necessidade de agir no seu próprio tempo. Foucault junto com Nietzsche levantaram questões acerca de buscar algo que é justo tendo uma forma de pensamento sobre todas as demais. Pela genealogia, ele nos faz descobrir, saber a raiz daquilo que nós conhecemos e daquilo que nós somos para isso precisa existir a “origem” de um sentido, assim formando e determinando valores historicamente.
Sobre “A Vontade de Verdade”, subtítulo do livro de Foucault, Nietzsche exemplifica que na cultura Ocidental a busca pela a verdade absoluta e a todo custo é tido como algo curioso que é inserido do âmbito moral e limita ao homem as suas escolhas. Analisando o discurso voltado a conduzir ouvintes à proposta apresentada e a ter necessidade de aceitação imediata como também a usar dos argumentos para tornar a proposta viável tendo a alcançar seu objetivo. Assim Foucault fala da “hipótese repressiva” que exerce uma repressão, do uso do poder, um poder disperso que nos deparamos no dia-a-dia, manifestações de poder que cabe a cada relação social a tratar das relações de poder. Quando damos critério a uma avaliação de sentidos e de perspectivas deixa de ser apenas uma simples verdade, o pensamento não cai em qualquer vácuo, daí começa a impulsionar e analisar as hipóteses “mais verossímeis” havendo um progresso.
Logo, o poder surge, estabelece e é aceito pelo o sujeito, com isso leva as varias desigualdades e a manipulação e controle de uns indivíduos com os outros e como Nietzsche relata gera também o “interesse” nos levando a acreditar no comando das ações de um individuo.
Portanto, Foucault tem por tarefa crítica perceber a forma como um pensamento agiu sobre o sujeito, entendido em sua relação com a verdade.
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ResponderExcluirOs fundamentos de Michel Foucault e Nietzsche estabelecem relação com o campo da comunicação, com o poder e com o sujeito que possui esse poder e com a verdade, apresentando seus valores.
ResponderExcluirA discussão gira em torno da historicidade, pois os valores não devem ser buscados na história, mas no que foi criado. Ao longo do tempo, a verdade vai variando, o poder é mutável e a origem aparece como cenário da descoberta, do acontecimento de mal-entendidos, pois, como disse Foucault, “o que se encontra no começo histórico das coisas não é a identidade ainda preservada de sua origem – é a discórdia entre as coisas, o disparate”.
Foucault mostra que a historicidade inverte papéis: acontece uma hierarquização e isso faz com que saberes sejam distorcidos da ordem histórica – genealogia. O poder é fator responsável pela abordagem dos conceitos que são impostos na origem dos valores; e a verdade, justificada por Nietzsche, como algo que faz parte da vida cotidiana, numa relação de poder existencial.
A questão do saber assumiu vínculos com a filosofia no que diz respeito à “fuga de si”, que hoje em dia apresenta-se naturalmente com pensamentos diferentes do que vê, do que ouve, fazendo um trabalho crítico para fugir do que foi imposto – sem aprovar de imediato, mas analisar a experiência e poder modificá-la. E é nesse contexto que os pensamentos dos dois filósofos se interligam já que o desapego de si é visto na concepção de filosofia como aventura e adesão ao conhecimento adquirido, desvinculando-se da aceitação obrigatória e indo rumo a conhecimentos novos, porém não necessariamente estabelecidos nem julgados.
A adoção do método genealógico é explicada quando o sentido é exposto e entendido como necessidade vital, que tenha uma origem exata e que os sentidos e valores sejam apresentados na historicidade para não haver possibilidade de forças determinadas, ou seja, apenas interesses pulsionais; tem que existir um propósito. E isso revela a essência criadora, dotada de crenças e ilusões, que fomenta a invenção de novos valores e conceitos.
Observando esse juízo de crenças e ilusões, avaliam-se alguns extremos na visão nietzschiana: que estimula a vivência e conserva a espécie humana; que o que vale sobre as interpretações do mundo e da origem é se é a favor da vida, sem ausentar suas “generalizações e macroteorias”; que a busca do homem sobre uma verdade absoluta o faz negar vivências pessoais, “permanecer cego e surdo diante de si mesmo”, não percebendo que há verdades paralelas.
Aluna: Elaíze Eduarda Macena da Silva Alves.
Contribuições do pensamento de Foucault para a Comunicação
ResponderExcluirMichel Foucault foi um importante filósofo e professor da Collège de France. Seu trabalho foi desenvolvido em torno do saber filosófico, da experiência literária e da análise do discurso.
Os estudos de Foucault têm como objetivo repensar outras noções, já tidas como incontestáveis nas ciências humanas, tudo isso, a partir de três vertentes: o saber, o poder e o sujeito.
Dentro do campo da Comunicação, ele inicia seus estudos a partir das Teorias da Representação, que tinham como objetivo desenvolver o domínio dos discursos nos tempos modernos, através da interpretação dos signos. A partir dessa interpretação o homem passa a ter domínio do mundo, pois passa a entendê-lo melhor.
Alessandra Karla de Lima Nunes
Contribuições de Michael Foucault para Comunicação.
ResponderExcluirAo classificar as intercessões da comunicação como “múltiplas e extremamente férteis”, Foucault já nos direciona a um patamar mais complexo e menos linear dos conceitos habituais que temos de comunicação. Usando como exemplo as relações entre saber, poder e sujeito, descobrimos a partir de então, a presença freqüente de um melhor entendimento quanto ao verdadeiro significado de tais itens. Ainda na mesma linha de pensamento podemos absorver a necessidade de auto-avaliação, onde teremos a análise de si próprio como um ponto de partida para o entendimento da filosofia.
A avaliação que Foucault propõe com o “outramento”, nos remete ao “ensaio”, que por sua vez requer uma desconstrução de si, buscando dubiedades em valores e sentidos de poder já consolidados intimamente. Com isso o “poder” ganha proporções e ramificações mais complexas que, posteriormente, será apontada por Foucault como um processo de múltiplas relações de força. Esta relação de força esta dentro de uma situação estratégica complexa de sociedade que também é o fruto de um interesse determinado por o campo móvel (fatos regidos na história) de múltiplas relações.
Relacionando, portanto, o pensamento de Foucault quanto ao processo comunicativo, temos o uso da informação com uma forma histórica de subjetivação, e percepção real de como interpretamos, entendemos, e usufruímos, de determinadas configurações do corpo. E que este modo auto-avaliativo de cada um, é o principal fator no entendimento do que é verdade, isso é, são verdades as interpretações de cada indivíduo sobre si próprio.
O processo comunicativo tem relação direta com a forma como utilizamos a nossa interpretação de verdade sobre nós mesmos, devido ao uso de nossas faculdades físicas como meio tecnológico comunicativo em nossas relações mundanas.
Hélio de Oliveira Custódio
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Natal
28 de Setembro de 2010
Essa foi minha compreensão dos textos deixados pelo professor apesar da linguagem utilizada nos textos.
ResponderExcluirO capitulo três e quatro esta relacionado com teórico Michel Focault, ele nos mostra seu posicionamento em relação à comunicação. Para ele tudo que transmite mensagem é um ato comunicacional. “Há outras coisas no mundo que falam e que não são linguagem’’(Focault, 1967, p 565)”. Para Focault não existe o estruturalismo, pois nela escondem-se leis já pré-estabelecidas, ele acredita na historicidade (que é o estudo dos objetos do ponto de vista da origem); contrariando o seu ponto de vista da origem das coisas Marx diz que acredita que a história, mesmo sendo feita pelos homens, estes fazem inconsciente e sob condições históricas dadas.
Focault diz romper com o estruturalismo e que acredita no acaso no acontecimento e que o corpo é lugar de origem.
O valor do discurso é outro ponto discutido, fala que quando uma pessoa leiga conversa com uma pessoa que tenha um conhecimento de mundo essa pessoa pode influenciar no pensamento do outro.
No capitulo quatro fala das contribuições do pensamento giram em torno de três eixos com alternância entre: saber, poder e sujeito. E mostra que uma Focault e Nietzsche tem uma compreensão da filosofia próxima.
Thalyta Janayna
Beatriz Melo
Foucault nos apresenta que existe 3 eixos,sendo eles: saber, poder e sujeito. E nesta obra de Foucault uma das lições que ele nos dá é que devemos moldar o nosso pensamento de acordo com a evolução. A visão de Foucault também é muito próxima da de Nietzsche, eles tem a filosofia como uma experimentação e aventura. E eles falam que o filósofo tem que ter um desapego de si mesmo. Foucault e Nietzsche também falam da " vontade de verdade a todo custo" que nós desejemos saber a verdade a qualquer preço.
ResponderExcluirDaniela Guitton Torres
Yuri Alessandro