quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Texto 3 - MICHEL FOUCAULT E A COMUNICAÇÃO COMO ACONTECIMENTO

Olá, Pessoal!

Após a leitura do texto: MICHEL FOUCAULT E A COMUNICAÇÃO COMO ACONTECIMENTO deixe neste espaço as suas impressões, comentários e outros argumentos que caracterize a sua compreensão acerca dos aspectos foucaultianos sobre a comunicação.

Att.

Flávio

14 comentários:

  1. Michel Foucault e a Comunicação como acontecimento, de Ciro Marcondes Filho.
    Um texto produzido com referência nas perguntas do questonário.

    Elaíze Eduarda Macena da S. Alves.

    Michel Foucault, considerável filósofo francês, menciona o autor como uma figura que, na época da Idade Média, era apenas um ilustre desconhecido, que não tinha importância no ato da produção de textos. Posteriormente, ele aparece mostrando seu nome, colocando suas impressões e verdades, autenticando a obra e servindo como instrumento para facilitar a comunicação. Está, é facilitada pelo o homem que escreve, demonstra seu saber, sua crítica e, mesmo que o correto não apareça claramente, a existência do conhecimento já é válida e o que realmente importa “é que está falando e sobre o que se está falando”. Isso é o homem no seu papel de “sujeito do saber moderno”.
    Existe a “liberdade” do leitor em interpretar o texto. O discurso imposto pode ou não ser aceito porque tal fato pode revelar o homem, mas também pode conferir limites ao leitor, e cabe a esse aceitar ou não; a avaliação é individual, a expressão das palavras é vista de forma diferente e as comparações são inevitáveis. E o que enraíza a ação governo – limites é o gerenciamento do processo comunicacional: haverá acordos, parcerias, poder de persuasão; a junção desses aspectos se dá a partir do momento em que se conhece os limites e que compreende-los faz pensar que o direito de governar não existe pois são restringidos, não estão claros.
    Na comunicação, pode-se questionar ou negar tal leitura. Porém, tem que ter sabedoria para lidar com o processo. Achar que sabe demais e duvidar da intencionalidade da produção do autor ou mesmo distorcer pistas da criação faz você ser perseguido pela técnica da comunicação, pelos julgamentos do próprio discurso e da auto-referência.
    Observando esse ponto, percebe-se que o sentido da comunicação está em obter conhecimento e aplicá-lo de forma apropriada. O sentido, na era clássica, não tinha marcações ambíguas, equivocadas. Hoje, ele evoca a revolução da teoria da interpretação, “dando um novo sentido as coisas que não tinham sentido”, mudando uma estrutura e contendo lógica quando a idéia é adquirida.
    Foucault, constatando a quebra do discurso humanista, realiza, com o apoio de Freud, Marx e Nietzsche, sua “escavação das alturas” com a finalidade de observar o lado perverso da linguagem e praticar o “pensamento a partir do exterior”. Por último, o que se avalia é o sujeito, que ele pretendia escoar, que “permanece a sobreviver na forma pulverizada”; a recusa a idéia de origem, em seu sentido metafísico, em que existe uma verdade única e inicial que precede a historia e daí é que a noção de descontinuidade se justifica; e que a noção de poder, assunto importante na obra, não parece ter sido totalmente separado de uma visão metafísica.

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  2. Aluna: Sarah Regina da C. Estevam


    Michel Foucault, ao delinear o que é um autor, ele apresenta que há uma deficiência sobre o conceito. Pois, para Foucault o autor não tinha um reconhecimento em relação a sua autoria. Para ele, o autor deve ser divulgado. Fazendo assim a responsabilidade de quem escreve ou/e discursa seja conhecida. Após, ingressar no Collège de France, Foucault vai à busca de outras pesquisas.
    Na episteme clássica é considerado o sistema binário, conceito de Port Royal, cujo significante remete a um significado e a parte viva do signo desaparece. A troca do sistema ternário pelo binário torna inviável o incorpóreo.
    Na era moderna o que é levado em conta é: “quem está falando e sobre o que está falando”. Não mais se o discurso é ou não representado de forma correta pelo saber. Deixando assim o homem em destaque em relação às novas ciências e ao saber moderno. Embora Foucault, acredite que esse homem “figura do saber” possa desaparecer. Principalmente como sujeito da liberdade e existência. O homem não pode ser revelado através de línguas, gramáticas. O que se encontra são apenas estruturas.
    Para Foucault, o discurso não é produzido de como um sistema, que o homem possa pensá-lo e colocá-lo em uma ordem para que ele represente coisas “mas como algo que se autoproduz e dotado de auto-referência”. O homem não é livre no “universo da linguagem”, visto que é o próprio discurso que o faz pensar em tal liberdade.
    Foucault, não acredita na linguagem, para ele, ela é implícita. Ele não aprova que a linguagem seja tudo, “pois “há outras coisas no mundo que falam e que não são linguagem” (Foucault, 1967, p. 565). Quando fala isso ele pensar como Nietzsche, Freud, Marx. A idéia que acontecia na era clássica era que o signo fosse algo “benigno” é muito bucólica. Já na modernidade o signo é visto como “perverso”. Nietzsche, Freud e Marx observaram nele “formas ambíguas, equívocas, marcadas por uma malignidade de origem.” Com isso a teoria da interpretação foi mudada. Fazendo com que o signo tivesse uma nova natureza e afirmando que “a interpretação é impossível e remete à loucura.”
    É importante que haja uma consciência de liberdade para aceitar ou não o discurso; para não ser governado no processo da comunicação. Desliga-se do processo exige esforço e cabe a o indivíduo conhecer quais conseqüências esse ato pode proporcionar.
    Uma coisa só faz sentido quando é conhecida. É preciso que exista vivência, cultura e etc. e esse conhecimento passa a dá sentido as coisas.

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  3. Michel Foucault e a comunicação como acontecimento
    (Ciro Marcondes Filho)

    Aluna: Tuyanne Taynnar Queiroz de Medeiros


    Quanto a linguagem havia um discurso da representação, sistema de signos que exprimia todas as representações e à língua, traduzindo o que cada coisa é; já na era moderna já não trabalhava com a representação, veio o homem como discurso do saber, dando idéia ou sensação que se obtém ao escutar uma palavra.
    No princípio, por volta dos anos 60, o interesse principal de Foucault foi a pesquisa da descontinuidade anônima do saber. A teoria do discurso de Foucault era eminentemente estruturalista.
    Segundo Foucault, na linguagem os homens se dispersam e se tornam descontínuos, não havendo nenhuma liberdade humana, salientando que o homem não é livre e sua liberdade não passa de algo concedido pelo próprio discurso.
    E mesmo defendendo ideais estruturalistas, diferente dos estruturalistas clássicos, Foucault ainda acredita num certo tipo de historicidade, pois segundo ele, mesmo que a linguagem seja feita pelos homens, eles a fazem inconscientemente e sob condições históricas dadas.
    Mas por volta de 1970, Michael Foucault se rompe com o estruturalismo e passa a acreditar no acaso, no descontínuo, no acontecimento, passa a estudar a manutenção da linguagem, os laços que estabelecem entre si, o papel que elas exercem, os valores que as afetam. Foucault também fala da compreensão dos acontecimentos em séries diversas, entrecruzadas, divergentes e não mais autônomas.
    No entanto, no final de sua carreira, Foucault reaparece, abandonando o modelo seguido entre 1961 e 1976, parecendo não ter se desvinculado totalmente da ilusão da liberdade.

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  4. MICHEL FOUCAULT E A COMUNICAÇÃO COMO ACONTECIMENTO

    Aluna: Welliana Silva dos Santos

    Michel Foucault um filósofo Francês, refere-se ao autor que naquela época que não tinha reconhecimento e consideração nas produções de textos. Logo depois ele começa a vivenciar este momento colocando suas impressões e autenticando suas obras, assim seu nome passou a aparecer e surgiu com novos conceitos para facilitar a comunicação. Relata a importância da comunicação para os homens, que traz uma certa maneira de pensar, de agir, de dizer, uma certa relação com o que se sabe, que também pode-se levar a uma atitude crítica.
    A reflexão e um conjunto de opiniões de certo assunto, podem formar várias pessoas. A arte de governar tem como a multiplicação de governar em domínios variados: como gerenciar um grupo religioso, como governar uma família e como governar seu próprio espirito. E nesse processo comunicacional, aceitar algo como verdade é basicamente saber o limite que se deve conceder. Analisando a Teoria da Interpretação, “dando um novo sentido às coisas que não tinham sentido”, é que o sentido se constitui baseado nas construções de novas ideias.
    A relação entre a racionalização e o poder, processos de diferentes campos, os efeitos do poder que pode está ligado ao conhecimento e a competência, e a razão em prevalecer apenas os interesses de um grupo de indivíduos. E que, segundo Foucault buscar o conhecimento é uma forma de gerar uma compreensão de um significado, como também priorizou o valor do discurso, que é selecionado e organizado tendo como função dominar seu acontecimento aleatório.

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  5. Michel Foucault e a comunicação como acontecimento
    (Ciro Marcondes Filho)

    Aluna: Maria Luciana da Silva

    Ao falar de um autor, Foucaultda um espelho de si mesmo, sijeito que pôde revolucionar a imagem tradicional, que mudou de estili, orientação metodológica, de objetos. Ao ingressar no Collège de France, parece liberar-se das amarras em busca de outras pesquisas, de uma outra intervenção intelectual e teórica. Começa assim a vivenciar o momente e autenticar suas obras, por meio delas ovos conceitos surgiram de forma que facilitou à comunicação, comnicação essa que vai bem além, pois segundo ele tudo comunica.
    Sabe-se que a era moderna já não trabalha com a representação, o saber busca agora sua confirmação na nova objetividade dade pela história, já não se trata mais de saber se algo é ou não corretamente representada pelo saber mas quem está falando e sobre o que se está falando.
    Foucault ainda coloca a importância da cumunicação para os indíviduos, que os leva a pensar, agir e opinar sobre o que realmente se sabe, de forma a levá-los a uma postura crítica.
    No processo comunicacional como não ser governado, esse processos passa por variados domineos como por exemplo, o fato de governar a si próprio, de está a frente de grupos religiosos, grupos familiares, a frente governando o país, de certa forma querendo ou não acabamos sendo regidos, governados as leis estão aí a serem cumpridas impostas pelo poder de um governo. Nesse processo aceitar de alguém algo como verdade é está ciente até que ponto deve-se ceder a esse governo e saber até onde vai nossos limites. Buscar suporte para vivermos em uma boa convivência requer de ambas as partes uma certa flexibilidade.
    Buscar sentido a partir do não sentido, ou seja, algo só tem sentido quando se passa a conhecer, transformar o conhecimento de forma que a interpretação desses não remeta a loucura.
    Racionalização e poder, são duas coisas distintas. Poder está ligaddo a competência, conhecimento, habilidades, enquanto que, a razão está focada nos interesses dos indivíduos do grupo.
    Sem dúvida Foucault é um autor que desconcerta, pois navega por vários paradígmas teóricos, sem está a vontade com nenhum deles. Ao insistir na revolta dos corpos indóceis submetidos a sociedade carcerária. O mistéri do contexto atual de Foucault aten-se a materialidade.

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  6. OBS: Correção dos erros de digitação
    Sijeito - sujeito
    Estile - estili
    Ovos - novos
    Comnicação - comunicação
    Dade - dada

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  7. Clarice da Conceição Monteiro de Lima

    No texto de Michel Foucault, A comunicação como acontecimento, ele trata o autor como alguém que sempre mudou e que continua mudando sobre vários aspectos, pois ao longo de toda a evolução da sociedade civilizada o autor apresentou diversos significados para o meio social, fazendo uma associação com ele e seu trabalho.
    Ao decorrer dos escritos, o filósofo discorre sobre vários assuntos sob a ótica da comunicação, e ainda se coloca como peça fundamental do processo, mostrando suas opiniões e impressões.
    Ele aponta o que homem deve fazer para desvencilhar-se de toda pressão e influência que a comunicação exerce sobre ele, e mostrando como é importante esse rompimento de dependência. E ensina como discernir os seus limites nesse processo.
    Depois Michel apresenta a diferença existente entre a racionalização e poder, como ele mesmo menciona que são coisas distintas, enquanto este está associado a competência, conhecimento, habilidades, aquele focaliza-se nos interesses dos indivíduos no grupo.
    E assim ele coloca-se como um autor intrigante, que constrói e ao mesmo tempo em que desconstrói, e que também prova a extensão dos seus conhecimentos teóricos.

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  8. Foucault e o seu pensamento quanto o poder e o direito de governar do ser-humano moderno, chama a atenção pela complexidade que existe tanto nos termos quanto na vida própria que levamos como agentes sociais.
    O Processo de poder e influência que o homem pode ter acerca de tudo que se estabelece em torno das vivências e experiências do ser com o mundo, demonstra inconsistência já que nem sempre o homem é agente principal e que o próprio nunca pode ser sempre governador, e sim, que sempre existirá relações que certas vezes se estabelecerão como dependência, e em certas vezes se estabelecerão por influencia ou que essas duas faces nunca se distanciam, sempre estão interligadas, o homem será influenciador e influenciado, ou seja, governará e será governado.
    Todo esse pensamento leva-nos a reflexões de como interagir, de como se comunicar com o mundo, já que o que desejamos é sermos evidentemente agentes capazes de garantir independência, neste caso levando em consideração que a “Independência” é o anseio de maior relevância na vida humana.
    O estudo de Foucault faz questionar todas as ações que o homem promove como agente modificador e principal autor de todas as modificações que ocorre no espaço em que vivemos. Que tais desejos de governar, traz a possibilidade do homem molda-se para sempre continuar exercendo relação de poder com o próximo.

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  9. Este comentário foi removido pelo autor.

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  10. A descrição do que seja um autor,é dita por Michel Foucault como sendo um espelho dele mesmo,pois ele mesmo se define dando significado ao "autor".
    Na obra "Ordem do Discurso",é transmitido por ele mesmo com uma visão própria:"Um homem que pode revolucionar a imagem tradicional que se tem de um autor,talhando a todo instante um perfil tremulante de sua obra”.
    A teoria do discurso de Foucault é eminentemente estruturalista,as regras de formação da língua não se enraízam na mentalidade ou na consciência dos indivíduos,mas no próprio discurso que se impõe a todos que atuam no campo discursivo como uma espécie de anonimato uniforme.
    Seguindo essa idéia,é preciso repensar a ordem do discurso.Trazendo para algo para a realidade de hoje,se encaixa na tentativa de compreensão de diferentes pensamentos sociais políticos e culturais.É necessário haver uma direção certa ,uma quebra de mitos e paradigmas.
    Chegando ao século XX,a lingüística erguida no prestigio além das demais ciências humanas,poderia também se situar no mesmo nível das ciências tradicionais,para Foucault,sob influência de outros 3 grandes filósofos(Nietzche,Freud e Marx) seguiu com o pensamento estrutural de que a lingüística encontrava-se entrando em conveniência com suas analises,na qual se referiam aos códigos e mensagens trocadas entre moléculas que constituem nós de células vivas.
    Depois de tantas idas e vindas,pensamentos e pressupostos,todo esse entusiasmo político-social não combinavam com a estrutura submetidas ao saber, diferentes da lingüística, não são transformáveis em códigos,não remetem ao simples esquema de “emissão” e “recepção”,mas sim em contingentes inteiros e submersos.
    Nessa era clássica, período em que a linguagem é representada,o signo pode ser considerado algo “benigno”, vale lembrar que segue um processo diferenciado a partir do século XIX,onde os estudos lingüísticos procuraram as “grandes constantes” do espírito humano,ao estudarem as palavras,pode se ressaltar que a atuação do discurso não é como um sistema produzido por alguns homens e significando coisas como algo que se autoproduz e dotado de autoreferência.

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  11. Dissertação do texto: “COMUNICAÇÃO COMO ACONTECIMENTO” de Michael Foucault.

    Logo no início do texto ao descrever um autor como “Um homem que pode revolucionar a imagem tradicional que se tem de um autor, trabalhando, a todo instante um perfil ainda tremulante de sua obra”, Foucault já ressalta a idéia de uma nova visão sobre o conceito simples de autonomia que, posteriormente, remete a dissolução e introdução das idéias do autor à sua obra. Classificando assim a obra em si como seu próprio autor.
    O poder da crítica, consequentemente, deveria ser dado ao autor pelo seu nexo com o conhecimento sobre determinadas questões. Mas como discorrer de uma crítica quando ela própria pode ser classificada como seu autor? No processo comunicacional estóico, onde se acreditava num modelo tachado de significante, significado e sua conjuntura, podia-se imaginar também um modelo de poder de governo de uma classe sobre outra, mas a partir da linha lógica de pensamento “binário” defendido por Port-Royal no século XVII, essa questão já ganha vestígios de que esse modelo autoritário de poder de governo comunicacional ficaria obsoleto, justamente pela possibilidade de ligação entre o significante e um significado. A partir desse novo tipo de comunicação binária inicia-se então uma nova análise do real contexto de autor, obra, signo, significado, interpretação e poder de governo comunicacional. Onde se reconhece a ligação entre estes elementos como autor e obra.
    Mais adiante ao defender a coexistência do ser do homem e o ser da linguagem, Foucault destaca o desaparecimento do homem como sujeito da liberdade e da existência, dando mérito ao próprio discurso do ser. Daí em diante ficaria, portanto, evidentemente perigoso navegar pelo campo do conhecimento sem uma análise real do discurso em si, o que constrangeria a nossa dissertação em determinados campos da comunicação. E nesse vasto campo da comunicação a pesquisa científica, comparação e análise entre obras (inclusive a disposição da sintaxe nos textos de cada autor) são de extrema importância para uma dissertação lógica sobre qualquer assunto. A busca de conhecimento ainda é a melhor forma de dar sentido ao inexplicável. É inegável que essa busca de informação desenfreada tem transformado a liberdade comunicacional numa libertinagem infame de conhecimento. É o que acontece com o uso da tecnologia na comunicação hoje. O seu uso com responsabilidade com certeza desencadearia uma nova e saudável forma de ligação entre o ser do homem e o ser da linguagem.
    Com este novo modo de manipulação da comunicação (tecnologia) é certo que esse “poder” tenha ganhado proporções indesejáveis, e criado problemas inconscientes para a liberdade do ser em seu usufruto. Assim como nossa liberdade, quanto pessoa, depende diretamente de nossas atitudes e decisões, a nossa liberdade, quanto ser racional, implica diretamente em como nos comportamos perante o discurso, seja ele próprio ou alheio. Poderíamos passar a vida toda enumerando infinitas teses sobre todos os tipos de discursos e comportamentos inadequados ou incorretos, que teríamos combustível para milhares de anos consecutivos. Enquanto não aprendermos que o respeito pelas causas (principalmente alheia) é um fator primordial, portanto base nas nossas atitudes e decisões, todas as nossas tentativas de busca de conhecimento será assombrada pela incerteza do poder. O que podemos? E se podemos. Até que ponto podemos? Como poderíamos policiar esse “poder” para que sejamos corretamente governantes. A incógnita tende a se multiplicar, resta apenas nos engajar-mos com responsabilidade e consciência ética na empreitada da vida.
    Hélio Custódio.
    Natal, 13 de setembro de 2010.

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  12. Dissertação do texto: “COMUNICAÇÃO COMO ACONTECIMENTO” de Michael Foucault.

    Logo no início do texto ao descrever um autor como “Um homem que pode revolucionar a imagem tradicional que se tem de um autor, trabalhando, a todo instante um perfil ainda tremulante de sua obra”, Foucault já ressalta a idéia de uma nova visão sobre o conceito simples de autonomia que, posteriormente, remete a dissolução e introdução das idéias do autor à sua obra. Classificando assim a obra em si como seu próprio autor.
    O poder da crítica, consequentemente, deveria ser dado ao autor pelo seu nexo com o conhecimento sobre determinadas questões. Mas como discorrer de uma crítica quando ela própria pode ser classificada como seu autor? No processo comunicacional estóico, onde se acreditava num modelo tachado de significante, significado e sua conjuntura, podia-se imaginar também um modelo de poder de governo de uma classe sobre outra, mas a partir da linha lógica de pensamento “binário” defendido por Port-Royal no século XVII, essa questão já ganha vestígios de que esse modelo autoritário de poder de governo comunicacional ficaria obsoleto, justamente pela possibilidade de ligação entre o significante e um significado. A partir desse novo tipo de comunicação binária inicia-se então uma nova análise do real contexto de autor, obra, signo, significado, interpretação e poder de governo comunicacional. Onde se reconhece a ligação entre estes elementos como autor e obra.
    Mais adiante ao defender a coexistência do ser do homem e o ser da linguagem, Foucault destaca o desaparecimento do homem como sujeito da liberdade e da existência, dando mérito ao próprio discurso do ser. Daí em diante ficaria, portanto, evidentemente perigoso navegar pelo campo do conhecimento sem uma análise real do discurso em si, o que constrangeria a nossa dissertação em determinados campos da comunicação. E nesse vasto campo da comunicação a pesquisa científica, comparação e análise entre obras (inclusive a disposição da sintaxe nos textos de cada autor) são de extrema importância para uma dissertação lógica sobre qualquer assunto. A busca de conhecimento ainda é a melhor forma de dar sentido ao inexplicável. É inegável que essa busca de informação desenfreada tem transformado a liberdade comunicacional numa libertinagem infame de conhecimento. É o que acontece com o uso da tecnologia na comunicação hoje. O seu uso com responsabilidade com certeza desencadearia uma nova e saudável forma de ligação entre o ser do homem e o ser da linguagem.
    Com este novo modo de manipulação da comunicação (tecnologia) é certo que esse “poder” tenha ganhado proporções indesejáveis, e criado problemas inconscientes para a liberdade do ser em seu usufruto. Assim como nossa liberdade, quanto pessoa, depende diretamente de nossas atitudes e decisões, a nossa liberdade, quanto ser racional, implica diretamente em como nos comportamos perante o discurso, seja ele próprio ou alheio. Poderíamos passar a vida toda enumerando infinitas teses sobre todos os tipos de discursos e comportamentos inadequados ou incorretos, que teríamos combustível para milhares de anos consecutivos. Enquanto não aprendermos que o respeito pelas causas (principalmente alheia) é um fator primordial, portanto base nas nossas atitudes e decisões, todas as nossas tentativas de busca de conhecimento será assombrada pela incerteza do poder. O que podemos? E se podemos. Até que ponto podemos? Como poderíamos policiar esse “poder” para que sejamos corretamente governantes. A incógnita tende a se multiplicar, resta apenas nos engajar-mos com responsabilidade e consciência ética na empreitada da vida.
    Hélio Custódio.
    Natal, 13 de setembro de 2010.

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  13. Foucault é um homem que revoluciona a imagem de um autor tradicional. Ele sempre muda em seus aspectos, seja eles de tema, estilo, orientação metodológica ou de objetos.
    Ele também diz que o homem acaba desaparecendo, mas não como um objeto, pois a filosofia e o pensamento ainda ficam nele, mas como sujeito da liberdade e da existência.
    O discurso de Foucault é eminentemente estruturalista. Ele fala que a formação da língua não se dá apenas na mentalidade ou na consciência das pessoas, mas sim no próprio discurso que se impõe a todos os indivíduos. Foucault ainda acredita em um certo tipo de historicidade, e desconfia da linguagem. Em princípio ele não acha que a linguagem seja tudo, pois ainda existem no mundo coisas que falam e que não são linguagem. Podemos dizer que Foucault é um autor que aparenta ser fascinado pelo pensamento técnico, seu conceito de espaço é totalmente diferente da matemática e da física. E também ele não consegue captar o indivíduo e também o poder.

    Daniela Guitton Torres

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  14. Foucault e a comunicação como acontecimento

    Michel Foucault foi um importante filósofo e professor da Collège de France. Seu trabalho foi desenvolvido em torno do saber filosófico, da experiência literária e da análise do discurso.
    Os estudos de Foucault têm como objetivo repensar outras noções, já tidas como incontestáveis nas ciências humanas, tudo isso, a partir de três vertentes: o saber, o poder e o sujeito.
    Dentro do campo da Comunicação, ele inicia seus estudos a partir das Teorias da Representação, que tinham como objetivo desenvolver o domínio dos discursos nos tempos modernos, através da interpretação dos signos. A partir dessa interpretação o homem passa a ter domínio do mundo, pois passa a entendê-lo melhor.

    Alessandra Karla de Lima Nunes

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